Em lados opostos do planeta, duas cidades simbolizam a corrida que pode definir os rumos da economia, da inovação e da inteligência artificial nas próximas décadas. De um lado, Palo Alto, berço do Vale do Silício e de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo. Do outro, Shenzhen, no sul da China, uma metrópole que surgiu há menos de meio século e se transformou em um dos principais centros globais de inovação.

Dois caminhos para a inovação

A origem do Vale do Silício está ligada à Universidade Stanford, criada no fim do século XIX e que, ao longo do tempo, se tornou um polo de pesquisa e desenvolvimento. A instituição ajudou a aproximar ciência, universidades e empresas, criando um ambiente propício para a inovação tecnológica.

Shenzhen, por outro lado, teve uma transformação acelerada. Há cerca de 50 anos, a região era formada por áreas rurais, campos de arroz e pequenas vilas de pescadores. A mudança começou no fim da década de 1970, quando a cidade foi escolhida pelo governo chinês para funcionar como uma zona econômica especial, uma espécie de laboratório para experiências capitalistas dentro do país comunista.