Na última semana, a Uber anunciou sua saída dos mercados nigeriano e ugandense, após décadas de presença em dois dos maiores países da África. A decisão afeta agora apenas alguns países da região, incluindo Egito, Gana, Quênia e África do Sul.
Desafios econômicos e concorrência
A empresa enfrenta dificuldades para expandir-se na África, onde competidores como Bolt, inDrive e SafeBoda são fortes adversários. Além disso, os motoristas africanos têm reclamado sobre margens de lucro encolhidas devido a altos custos de combustível, inflação e volatilidade cambial.
Impacto nos motoristas
Muitos motoristas nigerianos e ugandenses relataram dificuldades financeiras, com a empresa cobrando cerca de 20 a 25% das tarifas em comissões. Abbas Olamide, um motorista em Abuja, afirmou que uma corrida de 30.000 nairas (cerca de €20) resulta em uma comissão de 6.000 nairas, além de outros custos.
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