O acordo nuclear entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita avançou, mas as restrições de inspeção permanecem. Segundo o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, o novo acordo permitirá verificações e monitoramento muito semelhantes ao Protocolo Adicional, embora não inclua inspeções surpresa.
Detalhes do Acordo
A Arábia Saudita não assinará o Protocolo Adicional da AIEA, ferramenta que permite inspeções inesperadas em locais não declarados. No entanto, o país está preparado para conceder à agência autoridade de verificação e monitoramento sobre suas atividades nucleares mais sensíveis, como enriquecimento de urânio, a etapa prévia de conversão e reprocessamento.
De acordo com Grossi, essas novas competências serão 'muito, muito similares' às do Protocolo Adicional, embora ele não detalhe especificamente.
Contexto e Desafios
O acordo, que remonta a um acordo de 2009, foi firmado após mais de uma década de negociações intermitentes. Ele abre caminho para empresas americanas construírem reatores na Arábia Saudita e dá ao país o direito de enriquecer seu próprio urânio, algo que havia sido negado anteriormente.
A administração dos EUA enviou o acordo ao Congresso em agosto, iniciando um prazo de 90 dias para sua aprovação. Congressistas democratas e republicanos têm se oposto ao acordo, argumentando que ele pode abrir caminho para uma corrida de enriquecimento de urânio na região.
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