Em 2026, o crescimento da instalação de energia solar em África atingirá níveis recordes, com 36 países instalando volumes recorde e 19 aumentando suas capacidades em mais de duas vezes em relação ao ano anterior.
Expansão sem registro oficial
As instalações distribuídas — como painéis em casas e empresas — representam a maioria das novas adições de energia solar na região. Entretanto, esses sistemas não são monitorados ou regulamentados por governos, o que impede que os usuários vendam sua produção excessiva à rede elétrica.
Impacto econômico e infraestrutura
Analistas da Ember e do African Tech Futures Lab apontam que a falta de dados oficiais leva países a subestimar a necessidade de baterias e redes elétricas para armazenar e distribuir energia solar. A guerra no Irã elevou os preços do diesel, tornando a energia solar mais viável: em muitos países africanos, o custo de gerar a mesma quantidade de eletricidade com geradores a diesel equivale ao preço de um painel solar a cada três meses.
Em quase todos os países da região, mais da metade das instalações solares desde 2023 são distribuídas. Joel Nana, diretor de pesquisa do African Tech Futures Lab, destaca que essa transição é desorganizada e que a escolha agora é entre manter esses sistemas como alternativas paralelas ou integrá-los para ampliar benefícios.
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