O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o terceiro mandato com o compromisso de tirar o Brasil do Mapa da Fome, que foi cumprido em julho do ano passado. No entanto, 44,8 milhões de brasileiros — cerca de um quinto da população — ainda não conseguem pagar por uma alimentação saudável, composta por cereais, frutas, verduras, leguminosas e fontes de proteína, nas quantidades recomendadas pela ONU.
População em risco
A pesquisa aponta que 20,3 milhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar moderada ou grave entre 2023 e 2025, ou seja, não tiveram acesso regular a alimentos nutritivos em quantidade suficiente para uma vida saudável. Entre 2021 e 2023, esse número era de 39,7 milhões.
Essas pessoas estão principalmente nos domicílios chefiados por mulheres, especialmente negras, e no Norte e Nordeste do país.
Desafios e políticas públicas
Silvia Aparecida Zimmermann, coordenadora da Rede Penssan, relaciona esse cenário às condições precárias de trabalho enfrentadas por essas populações, como baixos salários, informalidade e instabilidade de renda. Elisabetta Recine, presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), destaca que as políticas públicas ainda têm dificuldade para alcançar e atender de forma contínua pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.
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