Partidos do Centrão querem discutir, ainda neste ano, uma mudança no sistema eleitoral brasileiro para tentar conter a perda de espaço para siglas de direita, especialmente o PL. A discussão ganhou força após o resultado das eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado, depois que o partido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elegeu 121 deputados para a próxima legislatura, a maior bancada desde 1988. Hoje, o sistema proporcional dá a cada partido o número de vagas de acordo com a quantidade de votos que a sigla recebeu.
Por isso, deputados com votações altamente expressivas - como Nikolas Ferreira (PL-MG) - acabam "puxando" vagas para colegas de outros partidos, que não receberam tantos votos. Agora no g1 Na última quarta-feira (14), líderes e presidentes de 10 partidos se reuniram com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Além de definirem apoio à reeleição do deputado na presidência da Casa, trataram sobre a mudança no sistema eleitoral.
Na avaliação de integrantes do Centrão, o modelo atual acaba estimulando uma espécie de “indústria de candidatos”. Além disso, lideranças que participaram da reunião falam em "autosobrevivência" do Centrão, uma vez que o PL tomou as cadeiras justamente destes partidos. Alguns deputados defendem uma discussão ainda nesta legislatura, sob o argumento de que, a partir de 2027, será ainda mais difícil chegar a um consenso.
Com a bancada inflada pelo modelo atual, o PL deve ter resistência nas mudanças.
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