Com a miniaturização dos componentes eletrônicos atingindo limites físicos, cientistas encontraram uma nova abordagem para superar essas barreiras. Sob altas pressões, um composto de cobre foi transformado em cadeias atômicas excepcionalmente longas, prometendo avanços significativos na tecnologia de semicondutores.

Criação das cadeias atômicas

A pesquisa começou com o cianocobalamina de fármaco (CuPc), usado na produção de pigmentos azuis. Submetidas a mais de 21 gigapascais, as cristais de CuPc foram convertidos em cadeias atômicas de cobre estendendo-se por micrômetros, envolvidas em uma camada de carbono.

Estas cadeias atômicas unem-se em estruturas denominadas sheathed single-metal-atom chains (sSMACs), que se assemelham a cabos elétricos domésticos ao nível atômico, com três camadas distintas. As cadeias exibem alta anisotropia, permitindo o fluxo fácil de eletricidade ao longo delas, mas dificultando o movimento lateral.

Avanços significativos

A estrutura resultante contém mais de 4.000 átomos de cobre em uma única cadeia, duas a três ordens de grandeza mais longa do que qualquer cadeia atômica individual já criada. O registro anterior era de apenas 28 átomos.