O crescimento dos data centers no Brasil tem sido notável, com investimentos significativos e planos para mais instalações. No entanto, essa expansão está sendo acompanhada por preocupações sobre o impacto ambiental e social.

Lucy*, uma moradora de Lane Cove, na Sydney, relata ter que lidar com o constante zumbido de uma central de dados a apenas 350 metros de sua casa. Outras quatro centrais estão em fase de aprovação no mesmo distrito industrial.

A Austrália se tornou um destino atraente para centrais de dados devido à abundância de energia limpa, gás natural e espaço para instalar tecnologias avançadas. Até agora, 162 centrais já foram instaladas no país, com planos para mais 90, e uma estimativa de mais de A$155 bilhões em investimentos.

Um dos maiores data centers do mundo está sendo construído em Marsden Park, na Sydney ocidental, a apenas 100 metros de uma comunidade local. Essa proximidade está levantando preocupações sobre o uso de água, consumo de energia e impacto ambiental.

As centrais de dados têm sido cruciais para a economia digital desde a chegada da internet. Elas processam e armazenam dados para serviços como e-mail, bancos online e nuvem. Após o lançamento do ChatGPT em 2022, houve um impulso para construir mais centrais de dados para apoiar a tecnologia de inteligência artificial (IA).

Belinda Dennett, CEO da Data Centres Australia, afirma que a presença dessas centrais no país pode reduzir a barreira para o desenvolvimento de empresas de IA locais. 'Se não construirmos infraestrutura aqui, não teremos nenhum valor na cadeia de fornecimento', diz ela.