A oferta de água limpa e de alta qualidade é essencial para a saúde e o desempenho produtivo na pecuária de corte. Durante o 5º BeefDay, realizado na sede da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), em Colina (SP), o especialista em dessedentação animal Fernando Loureiro enfatizou a necessidade de higienização do bebedouro do gado, recomendando que essa prática seja feita pelo menos uma vez por semana.
Impactos da água suja na pecuária
A negligência na higienização dos bebedouros pode resultar no acúmulo de lodo, fezes, urina e restos de ração, o que provoca a proliferação de bactérias e diminui a palatabilidade da água. A ingestão inadequada de água também afeta negativamente o ganho de peso do gado, podendo reduzir o Ganho Médio Diário (GMD) em pelo menos 150 gramas por animal por dia. Estudos indicam que a substituição de água contaminada por água limpa em instalações limpas pode aumentar o GMD em até 700 gramas por dia.
Loureiro recomenda a utilização de 'Fichas de Leitura de Bebedouros', onde o vaqueiro pode inspecionar visualmente a transparência, o nível de turbidez e o acúmulo de sujeira. O monitoramento semanal da qualidade da água e a lavagem regular das instalações são práticas de baixo custo e alto retorno, que garantem que o animal possa expressar seu potencial genético e nutricional na terminação.
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