Um entomologista da Universidade do Missouri descobriu duas novas espécies de insetos-escudeiro, ampliando nosso conhecimento sobre a biodiversidade terrestre.

Robert Sites, diretor do Museu Enns de Entomologia da universidade e professor emérito de entomologia, tem dedicado cerca de quatro décadas à coleta de espécimes e descrição de mais de 100 espécies de insetos-escudeiro.

Cada descoberta oferece novas pistas sobre como os ecossistemas aquáticos evoluíram, mesmo em algumas das regiões mais remotas do mundo.

‘Algumas espécies podem existir apenas em um único leito de rio, tornando cada riacho, lago ou rio um potencial lar para vida encontrada em nenhum outro lugar na Terra’, afirmou Sites.

A descoberta de uma nova espécie de inseto-escudeiro não é tarefa fácil. Identificar uma delas requer anos de experiência em taxonomia, a ciência de classificar e nomear organismos vivos.

Para complicar ainda mais, mais de 400 espécies conhecidas de insetos-escudeiro são difíceis de distinguir entre si, pois a maioria compartilha de um corpo pequeno e oval, não maior que um ungar da mão. Em vez disso, os pesquisadores devem examinar características anatômicas microscópicas invisíveis ao olho nu. Por meio dessas diferenças sutis, Sites determinou que esses insetos nunca haviam sido descritos antes.

A primeira espécie, Ctenipocoris sagittatus, coletada em Guiana e Venezuela, é distinta por suas manchas amarelas e estrutura reprodutiva em forma de seta que a distingue de seus parentes mais próximos.

A segunda espécie, Ctenipocoris reticulatus, foi encontrada na Índia e apresenta uma rede de padrões nasas.

Após décadas de descobertas, Sites afirmou que ainda há muito a aprender sobre a natureza.

‘A natureza é vasta’, disse Sites. ‘Mesmo quando nos aproximamos de entender um grupo, sempre haverá mais para descobrir’.