No cenário político atual, os tribunais têm se tornado cada vez mais protagonistas, especialmente no âmbito federal. O Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outros tribunais superiores têm se envolvido em decisões que afetam diretamente a política, economia e sociedade.

O apelo do PSD ao STF para o segundo turno do governo do Rio de Janeiro, por exemplo, mostra como os partidos políticos buscam o auxílio judicial em momentos cruciais das eleições. Isso revela uma tendência de buscar decisões judiciais como lastro político, independentemente da relevância jurídica dessas decisões.

Outro aspecto interessante é a atuação do STJ em casos como o da cobertura de canabidiol por planos de saúde. Embora a decisão possa ter implicações significativas para a saúde pública, sua natureza técnica e especializada pode levar a interpretações divergentes sobre seu impacto político.

A frase 'constitucionalismo entristecido, constitucionalismo envergonhado' sugere uma certa preocupação com a forma como esses tribunais estão lidando com questões complexas. Ela reflete uma crítica à falta de unidade ou coesão entre diferentes tribunais em relação a interpretações constitucionais.

As demandas de Zanin contra a Anatel e as solicitações de Janones ao presidente do STF mostram como os tribunais continuam sendo alvo de pressões políticas. Essas situações levantam questionamentos sobre a independência judicial e a neutralidade dos tribunais em face das demandas políticas.

É importante lembrar que, embora os tribunais tenham um papel crucial na garantia dos direitos e na manutenção da ordem jurídica, suas decisões devem ser consideradas dentro de um contexto maior. A intervenção judicial em questões políticas deve ser feita com cautela, evitando que se torne uma ferramenta de poder político.