Organoides cerebrais, estruturas feitas em laboratório a partir de células-tronco, foram cultivadas por cinco anos em estudo internacional, tornando-se os mais longevidos estudados até o momento. Os modelos mostram atividade genética compatível com o cérebro de uma criança de quatro anos, indicando que eles podem registrar a passagem do tempo.

Desenvolvimento e maturação

O estudo revela que os organoides imitam o perfil de desenvolvimento do córtex cerebral, região do cérebro envolvida em pensamento e memória. A evolução celular — com células jovens marcadas em vermelho, neurônios mais velhos em verde e núcleos em azul — reflete fases do desenvolvimento fetal e infantil.

Limitações e contexto

Apesar do avanço, os organoides ainda não replicam o cérebro humano inteiro. A maioria dos experimentos anteriores durava apenas alguns meses devido ao alto custo e ao trabalho manual envolvido. Em 2021, pesquisadores já haviam cultivado estruturas por até dois anos, simulando o desenvolvimento do córtex desde a gravidez até cerca de um ano de idade.

O trabalho não envolveu diretamente Andras Lakatos, da Universidade de Cambridge, que destacou que os organoides demonstram, pela primeira vez, um perfil de envelhecimento alinhado ao desenvolvimento cerebral de crianças de quatro anos.