A situação da epidemia de Ebola no Congo continua alarmante, com mais de 6,000 casos confirmados e 2,911 mortes, segundo dados governamentais.

A doença, causada pelo vírus Ebola do tipo Bundibugyo, se espalhou para cerca de 60 zonas em seis províncias, levando a preocupações de que o vírus está avançando mais rápido do que as medidas de contenção.

Segundo relatos do correspondente da DW, Jonas Gerding, em Bunia, capital do Ituri, epicentro da atual epidemia, 'a resistência e a negação são seguidas por uma aceitação gradual, mas infelizmente, muitas mais vidas serão perdidas até que esta epidemia seja contida.'

Expertos em saúde afirmam que a situação é particularmente preocupante na região oriental do Congo, onde conflitos e insegurança dificultam o acesso das equipes de resposta às comunidades afetadas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que 'este é o maior e mais rápido Ebola em termos de epidemia registrada. Está crescendo mais rápido do que a resposta para conter.'

A campanha de vacinação está ganhando força, com autoridades congolenses implementando um programa voltado para trabalhadores de saúde.

Embora haja incertezas sobre a eficácia da vacina contra o vírus Bundibugyo, alguns profissionais de saúde permanecem confiantes.