Foto: Lance Rural/reprodução A relação genética entre pais e filhos é equilibrada: cada bezerro herda 50% de seus genes do pai e 50% da mãe. Entretanto, em termos de dinâmica populacional e evolução do rebanho, o impacto do touro é significativamente maior. Segundo Gilberto Menezes, geneticista e gestor do programa Embrapa Geneplus, a contribuição da matriz é fundamental para o sucesso da fazenda de cria, mas estudos da Embrapa Gado de Corte indicam que cerca de 80% do ganho genético acumulado em um rebanho decorre da seleção dos touros.

Saiba mais: Fatores que explicam a superioridade do touro Essa aparente contradição biológica se deve a dois fatores populacionais e econômicos. Enquanto uma matriz produz apenas um bezerro por ano, o touro multiplica seu patrimônio genético em larga escala dentro da propriedade. “A grosso modo, a bezerrada que vai nascer no próximo ano terá 200 mães diferentes e apenas cinco pais diferentes em uma fazenda com 200 vacas em monta natural”, afirmou o especialista.

Além disso, a seleção aplicada aos machos é mais rigorosa do que a feita sobre as fêmeas. Poucos garrotes da safra são aprovados como touros reprodutores com Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP) ou altas posições nos sumários. O especialista também destacou que substituir touros melhoradores por safra é financeiramente viável, enquanto trocar todo o plantel de matrizes de uma só vez seria inviável.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News!