O Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu recentemente uma nova arquitetura de cointeligência, em que advogados, sistemas de inteligência artificial e integrantes do tribunal atuam em momentos distintos sobre o mesmo procedimento, visando otimizar a eficiência do tribunal.

Esta forma de interação, denominada cointeligência por Ethan Mollick, envolve a combinação de capacidades humanas e computacionais para ampliar determinadas competências e modificar a execução de tarefas intelectuais.

Desafios e necessidade de modernização

Em apenas o primeiro semestre de 2026, a corte recebeu 260.220 processos, julgou 291.280 sem recurso interno e 414.248 considerando recursos internos, além de baixar 265.516 processos, resultando em 7,07 decisões por minuto durante oito horas úteis. Ao final do período, o acervo total ainda alcançava 318.857 processos.

Estes dados evidenciam a necessidade de buscar novas formas de organizar um volume de informação processual que ultrapassa as capacidades tradicionais de tratamento exclusivamente humano.