O Supremo Tribunal dos Estados Unidos rejeitou, nesta semana, o pedido de uma membro do National Labor Relations Board (NLRB) para questionar a legalidade de sua demissão pelo presidente Donald Trump.

A decisão segue o julgamento de junho que apoiou a demissão de Rebecca Slaughter, outra membro do NLRB, por Trump.

Contexto histórico

A decisão do Supremo em junho anulou um precedente de 1935 que reconhecia o poder do Congresso de proteger líderes de agências regulatórias dos despedimentos arbitrários pelo presidente.

Esta decisão foi resultado de uma longa campanha conservadora para fortalecer o poder presidencial sobre os meios governamentais cruciais.

Consequências políticas

A ação de Trump para remover Wilcox do NLRB fazia parte de seu esforço para reorganizar e reduzir o governo dos EUA, incluindo a demissão de milhares de funcionários e a substituição de agências federais.

Wilcox, a primeira mulher negra a servir no conselho, foi nomeada pelo ex-presidente democrata Joe Biden para um segundo mandato de cinco anos em 2023. Trump tentou removê-la cerca de uma semana após o início de seu segundo mandato presidencial, levando-a a entrar com uma ação judicial.