Análise: As eleições suécias deste fim de semana têm se tornado um ponto de atenção global, especialmente devido à possibilidade de o partido de extrema-direita Sweden Democrats (SD) entrar no governo pela primeira vez. Este fenômeno reflete uma tendência crescente na Europa e em outros países, onde partidos de extrema-direita estão ganhando espaço político.
A Suécia, tradicionalmente conhecida por sua política de centro-esquerda e liberal, tem visto um aumento significativo no apoio ao SD nas últimas eleições. Segundo [2], as eleições deste domingo podem permitir que o SD entre no governo, o que indica uma mudança significativa na dinâmica política do país.
Esta ascensão do SD é parte de uma onda mais ampla de extrema-direita em vários países europeus. Em 2019, o AfD (Alternative für Deutschland) na Alemanha obteve seu melhor resultado nas eleições federais, enquanto o partido de extrema-direita italiano Liga Nordeana também está ganhando força. Além disso, protestos contra o AfD em diversas cidades alemãs após sua vitória no estado de Saxônia-Anhalt indicam que esta tendência não passa despercebida [13].
É importante notar que esta tendência não é exclusiva da Europa. No Brasil, o bolsonarismo tem sido um fenômeno semelhante, com o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores tendo um papel significativo na política nacional. A ascensão do SD na Suécia pode ser vista como uma espécie de antecipação dessas mudanças no cenário político global.
No entanto, esta ascensão também levanta questões sobre a democracia e a polarização política. A presença de partidos de extrema-direita no governo pode levar a políticas que não representam a vontade geral da população, o que pode resultar em crises diplomáticas e internas. Por exemplo, a crise diplomática entre os EUA e o Brasil está prejudicando a cooperação no combate ao crime organizado [14].
Em termos de impacto local, a presença do SD no governo suéciso pode alterar a dinâmica política interna, influenciando legislações e políticas públicas. Isso pode ser observado na discussão sobre a ação rescisória no STF, onde o Supremo Tribunal Federal (STF) modificou as regras da ação rescisória, dando ao tribunal o poder de definir prazos e critérios para revisão de decisões judiciais [10].
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