O índice de satisfação consumista, monitorado pela Universidade de Michigan, atingiu níveis históricos baixos este ano. Em setembro, a taxa caiu 13% em comparação ao mesmo período do ano anterior, devido a uma redução de 8% em agosto.

Economistas têm questionado por que o sentimento dos consumidores permanece baixo, mesmo com um desempenho econômico sólido. O economista Joseph Briggs da Goldman Sachs sugeriu que a diminuição do sentimento pode estar relacionada a uma atitude mais pessimista na sociedade.

Impacto da inflação e da felicidade

Embora Briggs tenha indicado que as pressões inflacionárias também estão prejudicando a confiança, ele argumentou que a diminuição da felicidade em geral pode explicar parte da diferença entre o sentimento dos consumidores e outros indicadores econômicos positivos, como o crescimento do PIB e a performance do mercado acionário.

Os dados da Universidade de Chicago mostram que a porcentagem de pessoas que se sentem 'muito felizes' caiu de 31% em 2016 para 23% em 2024, enquanto aqueles que se sentem 'não muito felizes' aumentaram de 13% para 20% no mesmo período.

A análise de Briggs revelou que a diminuição da felicidade teve um impacto maior na percepção financeira dos consumidores do que na felicidade geral.

Conexão com a confiança institucional

Briggs também destacou uma conexão entre a diminuição da felicidade e a diminuição da confiança nas instituições. Ele observou que a menor confiança nessas entidades contribuiu significativamente para a queda no sentimento geral de felicidade nos últimos anos.