O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, negou nesta quinta-feira que houvesse antecipação da crise migratória em Ceuta, onde chegaram 72 mil imigrantes. Em pronunciamento na câmara dos deputados, Sánchez afirmou que 'é absurdo pensar que o governo sabia e não agiu'.
A declaração veio após protestos em todo o país contra a gestão do governo em relação à crise migratória. A maioria dos imigrantes foi devolvida ao Marrocos, mas cerca de 5 mil ainda permanecem em Ceuta, incluindo cerca de 1,4 mil crianças.
Sánchez também negou que o Marrocos tenha incentivado a crise e afirmou que houve 'cooperação próxima' entre os dois países. No entanto, um relatório policial destacou a 'permissividade total' das forças de segurança marroquinas.
Pressão interna e externa
A crise gerou pressão tanto interna quanto externa. Alguns parceiros europeus ficaram insatisfeitos com a gestão espanhola da situação, e Itália impôs restrições às chegadas de imigrantes de Espanha.
Os protestos em Madri e outras cidades mostraram o descontentamento do eleitorado com a crise. O líder do partido de oposição, Alberto Núñez Feijóo, acusou o governo de mentir e cobrou a renúncia do primeiro-ministro.
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