Uma pessoa chega ao fórum preocupada e sem rumo, sentindo-se injustiçada. Agora, a inteligência artificial começa a penetrar exatamente nesse espaço, e alguns acontecimentos recentes sugerem que a transformação do acesso à Justiça talvez já tenha deixado o território das hipóteses para iniciar, discretamente, o das experiências concretas, tão pouco tempo depois de termos saído dos processos de papel para os digitais.
A experiência de Singapura
Singapura oferece um exemplo interessante, começando nos Small Claims Tribunals, destinados a demandas de menor valor e nos quais as partes atuam sem advogados. A Justiça de Singapura desenvolveu ferramentas de inteligência artificial generativa, permitindo que pessoas sem representação profissional possam formular e estruturar a própria pretensão.
Iniciativa no Brasil
No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou, em 27 de abril de 2026, a iniciativa desenvolvida na comarca de Anastácio, em Mato Grosso do Sul, denominada “Balcão Juizado IA — O cidadão construindo sua petição inicial”. Essa iniciativa permite que o jurisdicionado narre sua demanda enquanto o sistema organiza as informações e produz uma minuta de petição inicial.
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