Um resíduo abundante da produção de vinho pode ganhar uma nova utilização na agricultura. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolveram um biofertilizante à base de bagaço de uva que favoreceu o desenvolvimento da calêndula pôr do sol (Calendula officinalis L.) e aumentou a concentração de compostos de interesse nutricional nas flores.
Bagaço foi transformado em biofertilizante
Antes de chegar às plantas, o bagaço de uva passou por um processo de digestão anaeróbia, no qual microrganismos decompõem a matéria orgânica sem a presença de oxigênio. O processo resultou em um digestato, biofertilizante líquido rico em nutrientes que posteriormente foi utilizado no cultivo da calêndula.
Em um dos experimentos, realizado durante o verão, a aplicação do produto elevou em mais de 250% a concentração de betacaroteno em comparação com o cultivo convencional sem o uso do resíduo. O composto, precursor da vitamina A, tem ação antioxidante.
A proposta dos pesquisadores foi justamente aproveitar esse potencial para desenvolver um produto de maior valor agregado e, ao mesmo tempo, buscar uma destinação mais sustentável para o resíduo das vinícolas.
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