Lei de responsabilidade climática de NY é barrada pelo Judiciário. Em 2024, a governadora Kathy Hochul sancionou uma lei que exigiria que grandes poluidores de combustíveis fósseis pagassem até US$ 75 bilhões em danos climáticos. No entanto, após dois anos, um juiz federal decidiu que a lei conflitava com a legislação federal e não poderia ser implementada.

A lei, conhecida como a Lei Superfund de Mudanças Climáticas, pretendia fazer com que empresas responsáveis pela maioria das emissões de carbono entre 2000 e 2024 pagassem cerca de US$ 3 bilhões ao ano durante 25 anos. O objetivo era reduzir a carga fiscal sobre os contribuintes, compensando os danos causados pelas mudanças climáticas.

O juiz Brenda Sannes, da US District Court for the Northern District of New York, declarou que a lei era 'incomum e abrangente'. Ela baseou sua decisão em um caso anterior, City of New York v. Chevron, em que Nova York ajuizou uma ação contra empresas de petróleo e gás por danos climáticos.

A lei pretendia financiar a restauração e proteção de áreas costeiras, melhorar sistemas de drenagem de águas pluviais, elevar e reforçar estruturas, e investir em recuperação após desastres naturais. No entanto, a decisão judicial levanta dúvidas sobre a viabilidade legal da iniciativa.