Paradoxo do sono REM: sonhar pode esgotar energia cerebral mesmo com suprimento aumentado
O cérebro humano é um dos órgãos que usam mais energia, mas mesmo assim consegue processar informações durante o sono, ajustando o uso de recursos disponíveis. Um estudo recente da Universidade de Tohoku, publicado em Communications Biology, revelou um paradoxo interessante sobre o sono REM.
Sono REM: um estado paradoxal
O sono REM, associado ao sonho e à memória, é frequentemente descrito como 'paradoxal' porque o corpo está quase imóvel, mas o cérebro está ativo. Agora, os pesquisadores identificaram outro aspecto paradoxal: durante este estado, o suprimento de energia cerebral parece aumentar, mas os níveis de ATP, a molécula de energia que os neurônios usam diretamente, diminuem.
Investigação detalhada
A equipe observou o cérebro de ratos durante o sono natural, usando técnicas de fluorescência e raios UV para manter os crânios transparentes. Eles notaram que, antes do início do sono REM, o fluxo sanguíneo no cérebro aumentava, indicando um aumento no suprimento de energia. No entanto, os níveis de ATP nos neurônios diminuíram.
Isso sugere que sonhar pode exigir tanta intensidade interna que os neurônios consomem energia mais rápido do que ela pode ser reabastecida. Além disso, os pesquisadores observaram que alterações no ritmo cerebral prediziam mudanças no fluxo sanguíneo, indicando que o cérebro ajusta suas vasos sanguíneos em resposta às mudanças nas atividades cerebrais e demanda metabólica.
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